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Dieta rica em gordura animal e colesterol aumenta risco de diabetes gestacional

Nem mesmo a prática de exercícios físicos anula o efeito de uma alimentação inadequada

Mulheres com uma dieta rica em gordura animal e colesterol antes da gravidez são mais propícias ao diabetes gestacional do que aquelas cuja dieta era pobre nesses elementos, de acordo com pesquisa do National Institutes of Health e da Harvard University, Estados Unidos. Os estudiosos usaram informações de mais de 13.000 mulheres de 22 a 45 anos de idade, participantes do Nurses' Health Study II.

A cada dois anos, as participantes respondiam a questões sobre a saúde em geral, o estado da gestação e os hábitos de estilo de vida, tais como consumo de álcool ou tabagismo. Além disso, a cada quatro anos, elas completaram uma pesquisa abrangente sobre os alimentos e bebidas consumidos por elas.

Ao todo, 6% das voluntárias declararam diagnóstico de diabetes gestacional. Os pesquisadores calcularam a quantidade de gordura animal presente na dieta das participantes de acordo com o total de calorias que elas ingeriam diariamente. Depois, dividiram as mulheres em cinco grupos baseados nessas porcentagens e compararam o risco de desenvolver a doença para cada grupo. Com isso, descobriram que as mulheres membros do grupo com maior consumo de gordura animal tinham quase o dobro do risco de diabetes gestacional do que aquelas no grupo de menor ingestão.

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Eles também observaram que mulheres no grupo de maior consumo de colesterol eram 45% mais propensas a desenvolver a doença, comparadas àquelas do grupo de menor consumo. Para os pesquisadores, os resultados indicam que, se a mulher reduzir o consumo desses tipos de gordura já antes da gravidez, seu risco de diabetes gestacional poderá ser menor.

Outra descoberta é que essa relação entre diabetes gestacional e consumo de gordura animal e colesterol parece ser independente de outros fatores, relacionados ou não à dieta. Por exemplo, exercícios são conhecidos por diminuírem o risco da doença. No entanto, mesmo entre as mulheres que se exercitavam, o risco continuava maior se elas fossem adeptas de uma dieta rica em gordura animal.

Diabetes gestacional afeta vida da mãe e do bebê

O diabetes gestacional é aquele diagnosticado durante a gestação. Segundo um estudo americano publicado em 2008 no The New England Journal of Medicine, 18% das mulheres grávidas são diagnosticadas com diabetes durante a gestação.

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Segundo a ginecologista Barbara Murayama, especialista do Minha Vida, a doença se caracteriza pelo aumento do teor de açúcar no sangue, com consequências que podem ser graves tanto para a mãe quanto para o feto. E traz a necessidade de investigação sobre os possíveis fatores de risco.

O diabetes ocorre quando o pâncreas - órgão responsável pela produção de insulina - não é capaz de cumprir sua tarefa de metabolizar quantidade suficiente de açúcar circulante no sangue.

Por conta da atuação dos hormônios da gestação, há uma chance maior do desenvolvimento de diabetes durante a gravidez. Além disso, na gravidez, é comum a mulher diminuir a prática de atividade física e, muitas vezes, ocorre um considerável aumento de ingestão calórica.

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Como é feito o diagnóstico

O índice glicêmico é determinado por um número de corte, que mede a quantidade de açúcar no sangue em mg/dL (miligramas por decilitro). O Consenso Brasileiro de Diabetes Gestacional lançou esse ano que um índice glicêmico maior que 85 mg/dL já é indicativo de diabetes.

Entre os exames de rotina do pré-natal, são solicitados alguns especificamente para rastrear a doença. Logo na primeira consulta de pré-natal, por exemplo, é pedido à mulher o primeiro teste, que vai medir a quantidade de açúcar no sangue em jejum.

Se o resultado do exame for normal (menos de 85 mg/dL) e a mulher não tiver fatores de risco, a médica só deverá solicitar uma nova avaliação quando a gestante estiver entre o quinto e sétimo mês (da 24ª à 32ª semana).

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Se nesse primeiro teste o índice for de 85 a 125 mg/dL, a paciente terá que fazer o teste de tolerância à glicose com ingestão de 75 g da substância precocemente. Para este teste, são realizadas duas ou três coletas de sangue (uma em jejum, e as duas outras após 1 e 2 horas da ingestão de 75 g de glicose). Se o exame inicial em jejum der 126 mg/dL ou mais, é constatado o diabetes gestacional, e o tratamento deve ser iniciado.