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Fumo passivo é associado a doenças pulmonares em crianças

Exposição ao cigarro na infância pode ser mais perigosa do que na fase adulta

O fumo passivo pode afetar o comportamento e a aprendizagem de crianças, favorecer o aparecimento de problemas de ouvido e ainda levar os pequenos a faltarem mais na escola. Mas os problemas decorrentes de conviver com um adulto adepto do tabagismo não param por aí. Um novo estudo relaciona a convivência com alguém que cultiva esse hábito ao desenvolvimento de doenças pulmonares anos mais tarde.

A análise, liderada por uma equipe do Haukeland University Hospital, na Noruega, contou com a participação de mais de 700 adultos, sendo que 433 deles foram diagnosticados com doença pulmonar obstrutiva crônica e 325, sem a doença. Os pesquisadores investigaram, então, os fatores de risco para o desenvolvimento da condição, que pode ser caracterizada por enfisemas e bronquites crônicas.

Eles descobriram que mulheres expostas ao fumo passivo quando crianças tinham um risco 1,9 vezes maior de desenvolver doenças pulmonares do que aquelas que não haviam passado pela mesma experiência. Já os homens expostos às perigosas substâncias da fumaça do cigarro quando crianças apresentaram um risco 1.7 vezes mais elevado de ter problemas de pulmão do que os demais.

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A pesquisa, publicada no periódico Respiralogy, tem por objetivo enfatizar os perigos do tabagismo. Os especialistas apontam, ainda, que a exposição ao fumo passivo na infância parece ser mais agressiva do que a mesma exposição na fase adulta.

Fumo passivo é o principal responsável pela sinusite crônica

A fumaça do cigarro dos outros também é uma das principais culpadas pelos casos de sinusite, de acordo com um estudo da Universidade de Brock, no Canadá. A doença é marcada por inflamação na cavidade nasal e nos seios da face, evolvendo coceira, coriza, congestão nasal e dores de cabeça. De acordo com os pesquisadores, o problema acomete um em cada seis americanos adultos, causando grande desconforto. A partir do estudo, os pesquisadores afirmam que o fumo passivo pode estar por trás de 40% dos casos de sinusite crônica nos Estados Unidos.

Para chegar a esses resultados, a pesquisa, publicada na edição de abril da revista Archives of Otolaryngology, avaliou 306 adultos não fumantes que desenvolveram a condição de sinusite e 306 não fumantes saudáveis. Através do acompanhamento desses voluntários, os pesquisadores descobriram que os participantes que ficam muito expostos à fumaça do cigarro dos outros - especialmente no ambiente de trabalho e em ocasiões sociais, como festas e encontros - triplicaram as chances de desenvolver a doença crônica.

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Dentro do primeiro grupo, as análises mostraram que a exposição ao fumo passivo em casa era de 13%, 19% no trabalho e 51% em encontros sociais privados. Comparados com o grupo de pessoas saudáveis, esse números foram bem menores: 9% em casa, 7% no ambiente de trabalho e 28% nos encontros sociais.

O coordenador do estudo Martin Tammemagi disse, em comunicado à imprensa americana, que estava surpreso em descobrir que mais da metade da população (53% das pessoas) tem alguma exposição ao tabagismo passivo. O médico ressaltou a necessidade de mais investimento do governo para reduzir esse número.