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Incentivar as crianças a fazerem dieta pode causar transtornos alimentares e psicológicos

Se preocupar com a qualidade dos alimentos dos filhos é saudável, o problema é só focar na perda de peso

De acordo com um levantamento da OMS o sobrepeso infantil é um fator preocupante no Brasil. Segundo o órgão, cerca de 12,7% meninos estão acima do peso, enquanto entre as meninas esse número chega a 9,4%. Um dos fatores se deve à má alimentação infantil. Além do mais, é estatisticamente comprovado que atualmente as crianças fazem menos atividades físicas.

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Cientes disso, muitos pais acabam indo para o caminho oposto, na tentativa de evitar que as crianças adquiram hábitos alimentares prejudiciais a saúde. No entanto, o outro extremo também oferece riscos. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Centro Médico da Universidade de Minnesota que afirma que crianças que tiveram pais que as obrigaram a fazer dieta na infância têm propensão a ter esse comportamento com seus filhos.

Além disso, a pesquisa também descobriu que crianças que são submetidas a dietas muito cedo também têm uma propensão maior a adquirir sobrepeso e ter menos satisfação corporal, ocasionando também uma relação insalubre com os alimentos.

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Para a realização do estudo, os pesquisadores analisaram cerca de 550 participantes por 15 anos a comparou seus hábitos de dieta atual com o estilo de seus pais. Aqueles que foram incentivados a uma dieta na infância eram 25% mais propensos a ter excesso de peso. Da mesma forma 72% também tinham maior propensão à compulsão alimentar.

De acordo com a pesquisadora Jerica Berge, do Centro Médico da Universidade de Minnesota, incentivar a criança a ter uma alimentação saudável é benéfico, mas focar apenas na perda de peso pode acarretar distúrbios mentais e alimentares no futuro.

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Segundo ela, fazer mudanças no estilo de vida de toda a família e dar um bom exemplo já são formas de evitar que os filhos desenvolvam distúrbios alimentares no futuro.

Como incentivar as crianças a terem bons hábitos alimentares

Primeiramente é necessário promover equilíbrio entre qualidade e quantidade dos alimentos ingeridos, pois uma criança bem alimentada cresce e se desenvolve bem, tem um melhor rendimento escolar, fica mais resistente a doenças e, quando adoece, tem uma recuperação mais rápida, e mais ativa. Mas nada de impor proibições. A criança deve aprender a lidar com todo tipo de alimento, pois o que é proibido costuma chamar mais a atenção. O ideal é a orientação para um consumo moderado.

Para evitar a ingestão dos lanches oferecidos nas cantinas escolares que, infelizmente, ainda deixam a desejar, o ideal é preparar a refeição da criança em casa e apostar em opções como: biscoitos integrais, bebidas lácteas que não necessitam de refrigeração, sanduíches naturais ou com patês caseiros, legumes ralados e frutas. Tudo sem se esquecer da forma certa de armazenar os alimentos, claro!

A família é a base para o desenvolvimento dos hábitos alimentares. Portanto, é preciso manter um ambiente calmo no momento da refeição, incentivando o consumo de alimentos variados, como frutas diferentes, verduras e legumes, além de preparos atrativos com pouco sal e gordura. O açúcar é outro item que deve ter atenção para que a criança não desenvolva uma atração maior por preparos extremamente doces. Outro fator que, embora não se enquadre em alimentação, mas vale a pena lembrar é: atividade física e a exposição ao sol são fundamentais para o crescimento ósseo e também para o desenvolvimento motor e mais qualidade de vida!

Alimentos que devem sempre estar presentes nas refeições dos pequenos

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