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Crianças que comem ultraprocessados podem desenvolver vício alimentar

Segundo estudo, número de crianças obesas cresceu dez vezes nas últimas quatro décadas

Quando pensamos no excesso de consumo de alimentos como fast food, logo o associamos com o aumento de peso devido aos seus baixos valores nutricionais. Porém, uma pesquisa realizada pela professora da Unifesp Ana Lydia Sawaya, também coordenadora do Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN), revelou que os danos causados por alimentos processados vai além da balança: é gerado um vício alimentar.

Crianças geralmente são atraídas por alimentos ricos em açúcar, sal e gordura, devido a sua facilidade de aceitação pelo paladar. Comidas frequentemente destinadas ao público infantil, como biscoitos e refrigerantes, são uns dos principais fatores de risco, pois sua composição é formada principalmente por tais ingredientes, além do ultra processamento dos mesmos.

O que são comidas ultraprocessadas?

Os alimentos ultraprocessados são aqueles que passam por alterações em seu estado natural para que ocorra uma otimização em seu consumo. Além de processos químicos para a extensão da data de validade, os alimentos também podem passar por etapas de congelamento, fritura e fermentação. Alguns exemplos de comidas processadas são: salgadinhos, refrigerantes, sorvetes, bolacha recheada, macarrão instantâneo, gelatina, entre outros.

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O impacto dos alimentos ultraprocessados na saúde

Além do aumento de peso, o consumo de tais alimentos mais de quatro vezes por semana pode causar dificuldade em habilidades acadêmicas, como leitura e matemática. Depressão, hiperatividade, problemas de sono e transtornos alimentares também podem ocorrer ao ingerir alimentos processados em excesso.

O incentivo ao consumo de alimentos naturais e orgânicos em crianças gera não só uma infância mais saudável, como também possibilita que tais hábitos alimentares se estendam para a fase adulta, criando uma geração mais atenta à saúde e com maior consciência corporal e ambiental.