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Carne processada é responsável por uma em cada 30 mortes

Estudo afirma que bacon e presunto elevam risco de doenças cardíacas

Feita com a combinação de restos de animais e com alto teor de gorduras, as carnes processadas são conhecidas por não trazer qualquer benefício à saúde. Agora, uma pesquisa da British Heart Foundation feita em dez países da Europa descobriu que o consumo excessivo desses alimentos é responsável por uma em cada 30 mortes no continente. O trabalho foi publicado em março na revista BMC Medicine.

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Os cientistas avaliaram os hábitos alimentares de 450 mil pessoas por meio de questionários, além de acompanhar o histórico médico dos participantes durante 13 anos em média. Destes, 26.344 pacientes morreram durante o estudo, sendo que os que consumiam carne processada com frequência tinham 44% mais probabilidade de morrer prematuramente do que os demais, principalmente em decorrência do câncer ou doenças cardiovasculares. A pesquisa apontou ainda que aqueles que comiam mais de 160 gramas de carne processada diariamente - o que equivale a três salsichas - tinham 72% mais chances de morrer de doenças cardíacas.

Segundo os autores, se a sua refeição é recheada de bacon, presunto e salsicha, o melhor é rever os hábitos alimentares. A partir dos resultados do estudo, os especialistas sugerem um limite de 20 gramas por dia de carne processada, isso se a pessoa mantiver outros hábitos saudáveis.

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Faça mudanças na dieta e proteja sua saúde

Uma pesquisa do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, mostrou que a maioria das pessoas não sabe reconhecer os alimentos que prejudicam o coração. O levantamento incluiu 600 voluntários, portadores de doenças como pressão alta, diabetes, obesidade e colesterol elevado. Pensando nisso, pedimos a nutricionistas que indicassem as melhores e as piores opções de alimentos para pessoas que querem manter o coração saudável por muitos anos:

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1. O perigo: leite integral

Leite - Getty Images
Leite - Getty Images

Alimentos de origem animal costumam ser ricos em gordura saturada. "Esse tipo de gordura traz prejuízos à saúde do coração, pois pode causar aterosclerose, aumento do colesterol e infarto", explica a nutricionista Bruna Murta, da rede Mundo Verde, em São Paulo.

2. O amigo: leite desnatado

Apesar de também ser de origem animal, o leite desnatado é isento de gordura. Se você não gosta muito do sabor mais "aguado", pode optar pelo semidesnatado. "O leite semidesnatado chega a ter oito vezes a menos de gordura do que o integral", diz a nutricionista Paula Castilho, da clínica Sabor Integral Consultoria em Nutrição, em São Paulo.

1. O perigo: refrigerante

Suco de cenoura - Getty Images
Suco de cenoura - Getty Images

Não importa que ele seja light: o refrigerante é rico em sódio. "Isso leva à elevação na pressão arterial, o que aumenta os riscos de ataque cardíaco", afirma Paula. Além disso, por ser rico em açúcar, o refrigerante contribui com o ganho de peso, o que pode levar a uma série de doenças, como diabetes. "Mesmo as versões sem açúcar devem ser evitadas, já que os adoçantes devem ser consumidos com moderação, pois o consumo excessivo ativa os receptores de glicose no intestino, o que aumenta a glicemia e o acúmulo de gordura no tecido adiposo", completa Bruna.

2. O amigo: suco natural sem açúcar

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Existem diversas frutas que são amigas do coração. Uma das opções é o suco de uva integral, já que a casca dessa fruta é fonte de resveratrol, um poderoso antioxidante. "Ele atua neutralizando os radicais livres do organismo, inibe a oxidação das gorduras e problemas de coagulação, além de auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares", explica Bruna Murta. Outra opção é o suco de frutas e legumes com carotenoides, como melancia, mamão, manga, goiaba e cenoura. Segundo a nutricionista Paula, assim como o resveratrol, essa substância é antioxidante e tem ação preventiva na formação inicial de placas de gordura.

1. O perigo: salgadinho industrializado

Salgadinho - Getty Images
Salgadinho - Getty Images

Além de serem ricos em sódio - o que eleva a pressão sanguínea -, os salgadinhos industrializados são cheios de gordura trans, que pode levar ao entupimento dos vasos sanguíneos e, consequentemente, a um derrame.

2. O amigo: salgadinho de soja

Se o intuito for comer salgadinho como petisco, considere tentar um salgadinho de soja. "A soja é rica em isoflavona e em ômegas 3 e 6 que ajudam a regular os níveis de colesterol, diminuindo as chances de doenças cardiovasculares", justifica Paula Castilho.

1. O perigo: carnes vermelhas

Carne branca - Getty Images
Carne branca - Getty Images

Assim como o leite, as carnes vermelhas são ricas em gordura saturada, devido à origem animal. Como já explicado pela nutricionista Bruna Murta, o excesso dessa gordura pode desregular o colesterol e levar a diversas complicações ao coração, sobretudo aterosclerose, que aumenta o risco de infarto.

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2. O amigo: Carnes brancas

Substituir a carne vermelha pela branca - como frango e peixe -, nem que seja algumas vezes na semana, propicia grandes vantagens. No caso do peixe, que conta com ômegas 3 e 6, existe uma melhora no perfil lipídico, ou seja, o colesterol ruim baixa e o bom aumenta.

Se você estiver disposto a mudanças mais radicais, encare a carne de soja. "Fonte de proteína completa, assim como as carnes, a carne de soja também fornece outros componentes benéficos à saúde, como isoflavonas, ômegas 3 e 6, vitaminas do complexo B, fibras e minerais", conta a nutricionista Bruna Murta.

Pesquisas científicas mostram que o consumo de soja e seus derivados (tofu, hambúrguer de soja etc.) pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e câncer, além de auxiliar no tratamento de diversas doenças crônicas.

1. O perigo: brigadeiro e outros doces

Chocolate - Getty Images
Chocolate - Getty Images

Eles podem ser uma delícia, mas não colaboram em nada com a saúde do coração, por muitos motivos. O primeiro deles é o índice glicêmico. Como doces são fontes de carboidrato simples, que possui alto índice glicêmico, são digeridos e absorvidos rapidamente, aumentando a glicemia (taxa de açúcar no sangue). Com isso, maior o acúmulo de gordura e maiores os riscos ao coração.

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Em excesso, o açúcar também aumenta os níveis de triglicérides, que junto ao colesterol alto, leva à displidemia, uma anormalidade que pode provocar infarto, acidente vascular encefálico (AVE ou AVC), entupimento de veias e ganho de peso.

"Outro problema é que as moléculas de glicose (açúcar) têm afinidade com certos tipos de proteína. Quando existe açúcar sobrando na circulação, aumenta o risco de ele grudar nessas proteínas e formar compostos caramelados (AGEs). Grudentos, eles colam na parte interna das artérias, o que prejudica a elasticidade dos vasos e favorece o aumento da pressão arterial", conta a nutricionista Bruna Murta.

2. O amigo: chocolate meio amargo

O chocolate amargo e o meio amargo são bons para o coração, justo por serem mais ricos em cacau. Segundo a dupla de nutricionistas, o cacau é fonte de catequinas, substância da família dos polifenois. Isso garante a essa delícia um poderoso efeito antioxidante, que reduz a formação de placas de gordura e combate o colesterol.

Mas, calma: os chocólatras não devem se empolgar. Moderação é a chave para aproveitar os benefícios. Aproximadamente 30 gramas por dia é a quantidade ideal para que as gorduras presentes no chocolate não prejudique o coração.

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1. O perigo: pão branco

Pão integral - Getty Images
Pão integral - Getty Images

O pãozinho tradicional de café da manhã ou lanche da tarde é rico em carboidratos simples. O caso é o mesmo do brigadeiro e de outros doces: por ser um carboidrato simples, é rapidamente absorvido e aumenta rapidamente a glicemia, além de aumentar os níveis de triglicérides.

2. O amigo: alimentos integrais

Ricas em fibras, as opções integrais fazem com que a sua digestão seja mais lenta. "As fibras fazem uma limpeza no organismo e ajudam a tirar o excesso de gordura, como uma esponja, diminuindo o colesterol e aumentando a saciedade", diz Paula Castilho.

1. O perigo: manteiga ou margarina

Maionese - Getty Images
Maionese - Getty Images

Embora algumas pessoas pensem que um é muito mais saudável que o outro, existem fatores prejudiciais nos dois. No caso da manteiga, por ser de origem animal, há grandes quantidades de gorduras saturadas, que podem levar à aterosclerose, aumento do LDL (mau colesterol) e, consequentemente, a um infarto.

Já a margarina, por ser feita com óleos vegetais líquidos e quimicamente modificados ou óleo vegetais líquidos hidrogenados, também faz crescer os níveis de colesterol LDL.

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2. O amigo: maionese natural

Para fazer dupla com o pão, nada como uma maionese natural - com moderação. A maionese foi apontada pela pesquisa do Instituto Dante Pazzanese como um dos alimentos menos prejudiciais ao coração, embora nem todos saibam disso. Isso porque, segundo os pesquisadores, ela é rica em gorduras poliinsaturadas, que fazem bem ao coração. A receita da nutricionista Paula Castilho é simples: bata no liquidificador, para cada 200 ml de leite desnatado, uma colher de sobremesa de azeite. O azeite funcionará como um emulsificante, que dará a consistência desejada ao preparo. Depois de pronto, basta temperar com ervas - nada de sal.

1. O perigo: sal

Temperos naturais - Getty Images
Temperos naturais - Getty Images

Rico em sódio, o sal está relacionado a muitos males do coração. "O consumo excessivo pode agravar o desenvolvimento de doenças crônicas - como a hipertensão arterial -, doenças cardiovasculares, osteoporose, câncer gástrico, mortalidade por acidente vascular encefálico e sobrecarga renal", conta Bruna Murta.

2. O amigo: temperos naturais

A nutricionista Paula Castilho ensina um tempero que deixa os alimentos uma delícia e substitui facilmente o sal:

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Ingredientes

- 1 colher de sopa de orégano

- ½ colher de sopa de sopa tomilho

- 1 colher de sopa de manjericão

- 1 colher de sopa de salsa.

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Bata no liquidificador e guarde em um potinho fechado, em temperatura ambiente. Use principalmente na hora de cozinhar. Deixe pra adicionar sal apenas se necessário, na hora que o alimento já estiver pronto.