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Crianças que fazem exercícios tendem a tirar melhores notas

Estudo olhou para desempenho em matemática, ciências e línguas

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A prática de atividade física moderada regularmente não só previne problemas de saúde em crianças, como diabetes tipo 2 e obesidade, como também as ajuda a ter um melhor desempenho na escola. É o que afirma uma pesquisa da Universidade de Dundee, na Escócia, e publicada online em 21 de outubro no British Journal of Sports Medicine.

A equipe avaliou cerca de 5.000 alunos matriculados no estudo Children of the 90s, feito para acompanhar os resultados de saúde em longo prazo de cerca de 14.000 crianças nascidas na Inglaterra entre 1991 e 1992. Os cientistas mediram a duração e intensidade da atividade física diária dos alunos por um período de três a sete dias, quando eles estavam com 11 anos. Os adolescentes usavam um dispositivo em seus cintos para medir a quantidade e intensidade da atividade. Aos 11 anos, tanto os meninos quanto as meninas estavam abaixo os 60 minutos recomendados para o exercício diário. Os meninos cronometraram 29 minutos, em média, e as meninas mediram 18 minutos. Aqueles que se exercitavam mais se saíram melhor nos exames acadêmicos nacionais.

Aos 11 anos, as crianças que se exercitaram mais tiveram melhor desempenho em línguas, matemática e ciências. Inclusive, a atividade física ajudou especialmente nos melhores resultados em ciências para meninas. Após cinco anos de acompanhamento, aos 13, 15 e 16 anos, a ligação entre exercício e boas notas ainda era encontrada. Os pesquisadores levaram em conta outros fatores que podem afetar o desempenho escolar - tais como estado socioeconômico, peso ao nascer, idade das mães no momento do parto e tabagismo durante a gravidez.

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Quanto mais intenso o exercício, maior era o impacto nos testes, afirmam os autores. No entanto, ainda não existe uma causa específica para essa ligação, não sendo possível estabelecer uma ligação de causa e efeito. Uma série de sugestões foi apresentada para explica a relação, como o fato de atividade física aumentar o tempo que a criança passa a ativa na escola, ou o impacto que o exercício pode ter nas estruturas cerebrais.

Incentive seu filho adolescente a fazer exercícios

Computadores, videogames e celulares costumam ser os melhores amigos da atual geração de adolescentes, enquanto a atividade física fica facilmente em segundo plano. O incentivo dos pais pode fazer muita diferença para evitar que o sedentarismo vire um hábito para a vida toda, porém sempre respeitando os limites e preferências dos jovens. De acordo com o psicólogo comportamental e especialista em saúde da família Alexandre Monteiro, do Rio de Janeiro, gostar dos exercícios é a melhor motivação. "O ideal seria a pessoa experimentar o maior número de atividades possível ainda na infância, de forma que se identificasse com uma em especial", explica. Nunca é tarde, entretanto, para apresentar ao seu filho o mundo dos esportes. Confira as dicas dos especialistas e tire seu filho do sofá:

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Muito além da educação física

adolescente praticando boxe - Foto Getty Images
adolescente praticando boxe - Foto Getty Images

É comum os adolescentes não gostarem de praticar atividades físicas por ter como única referência as aulas na escola ou a academia de musculação, que podem ser consideradas entediantes pelo jovem. Segundo Alexandre Monteiro, uma forma interessante de descobrir novas atividades é levá-lo a clubes ou academias que ofereçam aulas variadas, como lutas e dança. "Ele pode assistir um pouco de cada aula, observar as características dos alunos e associar essa dinâmica às habilidades e preferências que ele possui", diz.

Passeios em família

família andando de bicicleta no parque - Foto Getty Images
família andando de bicicleta no parque - Foto Getty Images

O professor de educação física Carlos Fernandes, da Fit Park academia, em Brasília, declara que atividades em grupo e ao ar livre são altamente motivacionais. Uma ida ao parque no final de semana pode ser um empurrão para o começo da prática de atividades físicas. "Alugar patins e bicicletas ou mesmo praticar algum esporte em grupo pode servir de estímulo para o adolescente perceber que os exercícios não são desagradáveis como ele pensava", explica Alexandre Monteiro.

Dê o exemplo

mulher fazendo ioga e filha imitando - Foto Getty Images
mulher fazendo ioga e filha imitando - Foto Getty Images

Não basta insistir para que seu filho saia do computador enquanto você mesmo não pratica nenhuma atividade. De acordo com a psicóloga Camila Torquato, de Brasília, o adolescente tem os pais como referência e pode usar o sedentarismo deles como desculpa para também não praticar exercícios. "Estar atento aos próprios costumes é importante para dar um bom exemplo aos seus filhos, de forma que eles encarem a atividade física como algo benéfico", conta.

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Seu filho tem vergonha?

adolescente triste - Foto Getty Images
adolescente triste - Foto Getty Images

Um dos maiores dramas da adolescência é a vergonha do próprio corpo, por ser uma fase de desenvolvimento e mudanças. Isso pode fazer com que ele rejeite qualquer atividade física que exija roupas diferentes ou o coloque em situações constrangedoras. Nesses momentos, a melhor forma de ajudar é conversando com seu filho.

Segundo a psicóloga Camila, escutar o que o adolescente tem a dizer e tentar acolhê-lo pode ajudar a identificar e eliminar as causas do problema. "O diálogo vai possibilitar a busca de alternativas para solucionar a crise", conta. É importante também não forçar o jovem a praticar qualquer tipo de atividade com a qual ele não se sinta à vontade.

Alvo de bullying

menina sofrendo bullying - Foto Getty Images
menina sofrendo bullying - Foto Getty Images

Se o seu filho reluta em fazer qualquer tipo de atividade física, principalmente na escola, pode ser sinal de que ele foi alvo de bullying e prefere rejeitar essa prática, a fim de que não sofra mais esse desconforto. "Manter um diálogo com ele para tentar identificar e ajudar a resolver possíveis problemas é sempre muito saudável", diz o psicólogo Alexandre. Nesses casos, não querer fazer atividades físicas é só a ponta do iceberg - pode ser necessário buscar um acompanhamento psicológico para reverter o problema.

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Não force a barra

menina cansada depois da atividade física - Foto Getty Images
menina cansada depois da atividade física - Foto Getty Images

Ter pais ativos é uma grande influência para o adolescente praticar atividades físicas - mas o tiro pode sair pela culatra caso exista muita cobrança e competitividade. O psicólogo Alexandre explica que algumas pessoas exigem demais que os filhos pratiquem exercícios e até incentivam a competição. "Esses pais não entendem que a atividade física, nesse momento, deve ser algo para o prazer", declara. O ideal é deixar que o filho escolha uma modalidade pelos benefícios à saúde e pela diversão, deixando as competições para outros momentos.

Presentes para a saúde

bicicleta ao lado da árvore de natal - Foto Getty Images
bicicleta ao lado da árvore de natal - Foto Getty Images

Uma simples conversa com seu filho pode fazer você descobrir que ele tem interesse por algum esporte ou atividade que você nunca imaginaria. A partir desse diálogo, você pode dar presentes relacionados ao tipo de exercício que ele tem vontade de fazer, mas nunca teve a oportunidade, como bicicleta ou mesmo aulas de ioga. "Alguns adolescentes não têm muita disposição para começar uma atividade física sozinhos e o presente pode ser o pontapé inicial", diz o psicólogo Alexandre.

Na companhia dos amigos

amigos jogando basquete - Foto Getty Images
amigos jogando basquete - Foto Getty Images

Como os adolescentes passam por uma fase de mais independência, pode ser que não se interessem pela ideia dos passeios com a presença dos pais. Nesses casos, você pode propor que ele pratique algum esporte ou exercício com os amigos. "As chances de o jovem abandonar a atividade é reduzida quando ele está entre amigos e pessoas que tem afinidade, pois um acaba incentivando o outro a fazê-la", diz o professor de educação física Carlos Fernandes. Convidar os amigos do seu filho para o passeio no parque pode ser muito mais motivador para o jovem do que estar em companhia apenas da família.

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