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Hiperatividade pode ser mais frequente em crianças que roncam

Pais e médicos devem dar mais atenção a problemas respiratórios durante o sono

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Um estudo realizado pelo Albert Einstein College of Medicine in New York (EUA) indica que as crianças que roncam, respiram pela boca ou param de respirar por alguns segundos durante o sono têm mais chances de desenvolver problemas comportamentais. Pesquisas anteriores já haviam sugerido uma ligação entre esses distúrbios respiratórios do sono e problemas, como a hiperatividade, mas este é o maior e mais abrangente do tipo.

Os pesquisadores acompanharam mais de 11.000 crianças desde o parto. Eles questionaram os pais quanto à presença de ronco, respiração oral e apneia - a pausa anormal da respiração durante o sono. Os questionários foram preenchidos quando as crianças tinham 6, 18, 30, 42, 57 e 69 meses de idade. Aos quatro e sete anos de idade das crianças, os pais também responderam sobre o comportamento de seus filhos.

Aproximadamente 45% das crianças respiravam muito bem durante o sono. Nos piores casos, elas tinham os três sintomas respiratórios citados - já em nível avançado - aos 30 meses de idade. Depois de contabilizar 15 outros fatores ligados a problemas comportamentais, como o baixo peso ao nascimento e a educação da mãe, os pesquisadores descobriram que crianças com distúrbios respiratórios do sono estavam de 40% a 100% mais propensas a ter problemas comportamentais aos sete anos, em comparação com as crianças sem problemas respiratórios.

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Quanto mais graves os sintomas, maiores foram as chances de desenvolver problemas como hiperatividade, agressividade, ansiedade, depressão e dificuldade de conviver com os familiares. Apesar da forte ligação entre problemas respiratórios e comportamentais, mais da metade dos pais entrevistados disse que acreditava que o ronco era um sinal de sono saudável nas crianças. "Os pais precisam prestar mais atenção à respiração de seu filho enquanto dormem. Se eles suspeitam que a criança tenha sintomas de distúrbios respiratórios do sono, devem questionar o pediatra ou o médico de família sobre a necessidade da avaliação de um médico otorrinolaringologista", dizem os pesquisadores.

Os cientistas hipotetizam que tal relação acontece porque a infância é um período chave para o desenvolvimento do cérebro e a diminuição da oxigenação pode afetar esse processo. Além disso, os problemas respiratórios podem interromper os processos restaurativos do sono e perturbar o equilíbrio dos diversos sistemas celulares e químicos.

Sete dicas para dormir melhor

Alguns conselhos básicos podem ajudar adolescentes e adultos a terem noites mais bem dormidas. O neurologista Shigueo Yonekura, do Instituto de Medicina e Sono da Unifesp, dá dicas simples para garantir uma boa noite de sono:

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Esqueça os problemas

Antes de ir para o quarto, é fundamental aplacar as ansiedades do dia a dia. Não vá para a cama assim que chegar. Primeiro tome um banho morno, procure relaxar, para só então ir se deitar.

Evite eletrodomésticos

Desligar a TV e o computador é um método bastante eficaz. A luz desses aparelhos atrasa a produção das substâncias responsáveis pelo aviso de que é hora de dormir.

Atividade na hora certa

Exercícios físicos devem ser feitos até quatro horas antes de ir dormir, ou o corpo ainda estará agitado.

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Bebida relaxante

Um chá também ajuda, porém, é preciso escolher as ervas certas. Nada de tomar chá preto ou verde, ricos em cafeína, que é estimulante. Infusões de melissa e camomila induzem ao sono e ainda melhoram a sua qualidade.

Jantar leve

Coma pouco à noite. Faça uma refeição leve, usando, por exemplo, aspargos, palmito, arroz, batata, aveia e soja. Tomar sopas com esses ingredientes é uma excelente pedida, principalmente nas noites mais frias.

Relaxe

Um ritual interessante é depois do banho morninho, acender uma lâmpada azul e pingar algumas gotas de óleo de lavanda no travesseiro. Essa técnica acalma os pensamentos, relaxa o corpo e induz a um sono melhor.

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Leite morno

Um copo de leite morno também ajuda a encontrar o caminho para um sono tranquilo, porque o alimento possui (em concentração não muito grande, é verdade), o triptofano, que é um precursor de serotonina, outro neurotransmissor que está fortemente associado ao relaxamento profundo.