Medicamentos fitoterápicos: saiba benefícios e como usar

Os fitoterápicos são feitos a partir de extrato vegetais e ajudam no tratamento de diferentes doenças

Você conhece os medicamentos fitoterápicos? Apesar do nome incomum, é muito provável que já tenha ouvido falar que o guaco, por exemplo, é bom para tosse. O mesmo vale para a passiflora, extrato do maracujá que ajuda a aliviar insônia e agitação.

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Mas será que os medicamentos fitoterápicos são tão eficazes quanto alopáticos? E que cuidados devemos ter ao administrá-los? Essas e outras dúvidas dos leitores foram respondidas pelo farmacêutico Olavo Souza Rodrigues, durante o Minha Vida ao Vivo, com o apoio de Natulab.

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Quer saber mais sobre o assunto? Confira as principais perguntas abaixo ou assista ao vídeo na íntegra.

Minha Vida: O que são e como surgiram os fitoterápicos?

Olavo Souza Rodrigues: Os medicamentos fitoterápicos são produtos devidamente registrados na ANVISA que têm uma característica principal. Que característica é essa? O princípio ativo. A substância ativa, que tem a função de tratamento, é obtida única e exclusivamente por um extrato vegetal.

Minha Vida: Fitoterápicos funcionam para o tratamento de diferentes tipos de doenças e problemas de saúde?

Olavo Souza Rodrigues: Sim! Na verdade, os medicamentos fitoterápicos compõem a terapêutica, ou seja, são medicamentos extremamente relevantes e úteis na prática de saúde. Obviamente existem diversos tipos de problemas de saúde/doenças, e cada uma requer um tratamento específico.

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Os fitoterápicos, especificamente, são muito eficazes em uma série de doenças que a gente chama de males ou distúrbios leves a moderados. Então, existem uma série de problemas de saúde que acometem a população e podem ser manejados com os fitoterápicos, como ansiedade, tosse, gripe, resfriados e varizes.

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Normalmente, os fitoterápicos estão associados ao que a gente chama de problemas de saúde menores, aqueles que podem ser detectados pelo próprio paciente e tem uma evolução benigna, ou seja, que depois de alguns dias aqueles sintomas se encerram, pois se persistirem os sintomas o médico deve ser consultado. Então para esse tipo de tratamento, de sintomas e doenças leves, o fitoterápico é muito útil.

Minha Vida: Algumas pessoas sentem desconfiança quando falam de fitoterápicos. Mas eles são medicamentos confiáveis?

Olavo Souza Rodrigues: Sim! Na verdade, existe uma distinção que precisa ser feita porque o medicamento fitoterápico é um produto que deve ser devidamente registrado na ANVISA. E para ser registrado, a empresa que produz precisa da aprovação, das liberações e licenças que a ANVISA estabelece para qualquer produtor de medicamentos.

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E, além disso, como qualquer medicamento, tem que passar por provas que a gente chama de triagem de produtos para saúde. Ele tem que demonstrar segurança, eficácia e qualidade.

Então toda indústria que produz um medicamento fitoterápico tem uma aprovação prévia da ANVISA para produzi-lo e precisam demonstrar para que o tratamento é seguro nas condições de uso e, que a cada lote produzido, todas as características desse produto se mantém inalterada, e isso é fundamental.

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Mas o que acontece é que existem uma série de produtos à base de plantas medicinais ou produtos naturais que não são registrados na ANVISA. Às vezes são produtos irregulares e para esses produtos você não consegue atestar esses três aspectos fundamentais: a segurança, a eficácia e a qualidade lote a lote.

Minha Vida: Quais problemas de saúde ou doenças os fitoterápicos podem ajudar a combater ou até mesmo prevenir?

Olavo Souza Rodrigues: De um ponto de vista prático, temos dados daquelas plantas ou daqueles tipos de demandas de saúde que hoje mais se utilizam medicamentos fitoterápicos, ou que eles podem ser a primeira escolha ou a melhor opção de tratamento.

Se fosse para listar um top 5 [de melhores tratamentos], eu escolheria o de gripes e resfriados como um coadjuvante. Isso porque em gripes, resfriados e infecções do trato respiratório superior em que você apresenta febre, também vai precisar tomar um antitérmico. Mas para trabalhar a tosse, diminuir o incômodo, ajudar na expectoração, você pode usar um fitoterápico como um coadjuvante no tratamento. Ou seja, eles são uma ferramenta extremamente importante para todo mundo.

Outro caso muito importante seriam os tratamentos de estresse, ansiedade e dificuldade para dormir. Existem uma série de plantas medicinais que geram medicamentos fitoterápicos registrados na ANVISA que podem ser utilizados para esses problemas em casos leves e moderados.

Entre os principais vão estar a passiflora, a melissa e em casos mais fortes, a valeriana, quando tem que ser via prescrição médica porque é um produto tarjado e não um produto isento de prescrição.

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Para distúrbios digestivos em geral, desde constipação até o que a gente chama de dispepsia, que é a má digestão eles atuam bem. Existem tratamentos com espinheira santa e boldo para má digestão. Já o plantago e sene atuam como laxante, logo, para o trato digestivo tem bastante opção de tratamento.

Dizendo mais uma, para completar os cinco, para o tratamento de varizes temos a castanha da índia, uma espécie amplamente utilizada. Existem outras também como o pinho marinho, que por seus constituintes fortalecem os capilares das pernas, reduzem o inchaço, o volume das pernas e a retenção de líquido. Então, a castanha da índia para varizes e essas síndromes de pernas cansadas é bem relevante também.

Minha Vida: Como a gente identifica esse tipo de medicamento na farmácia, por exemplo?

Olavo Souza Rodrigues: Na farmácia existem características que vão ajudar a gente identificar. O primeiro é que, obrigatoriamente, ele vai ter uma descrição na embalagem. O fabricante deve determinar em uma parte da embalagem que aquele medicamento é fitoterápico. Muitas empresas, como a Natulab, colocam uma ilustração, uma foto da planta medicinal e com foco na parte da planta que é utilizada para fazer o extrato padronizado.

Nós temos também um selo específico, onde a gente informa de forma mais didática que aquele produto é um medicamento fitoterápico. E, uma forma um pouco mais complexa é identificar no lugar de onde vai estar o princípio ativo dos medicamentos. Abaixo do nome da marca do produto vai ter a nomenclatura científica da planta, então vai estar em latim o que a gente chama de binômio científico, que identifica a espécie com a qual é feito o extrato do fitoterápico.