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Estresse prejudica desenvolvimento de bebês prematuros

Cérebro fica menor e com capacidade reduzida

Bebês prematuros que ficam em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTI) são expostos a um estresse que pode resultar em cérebros menores e menos desenvolvidos, mostra um estudo feito por cientistas da Universidade de Washington, em St. Louis (EUA). Quanto maior for o estresse sentido, maiores são as consequências.

Foram acompanhados 44 bebês nascidos antes da trigésima semana de gestação. Os pesquisadores registraram os fatores causadores de estresse nos recém-nascidos usando uma lista de 36 procedimentos com que iam de troca de fraldas a aplicações de medicamentos por injeção.

Ao atingirem idade equivalente ao final de uma gravidez normal, de 36 a 44 semanas, os pequenos foram submetidos a exames de ressonância magnética e testes de comportamento. Os registros mais altos de estresse estavam associados à redução no tamanho do cérebro e ao desempenho ruim nos exames e testes.

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Para os estudiosos, é importante que a medicina se concentre menos em apenas ministrar medicações para dor e passe a realizar procedimentos que foquem o pleno desenvolvimento do bebê prematuro, com maior atenção aos efeitos da rotina estressante dentro de incubadoras.

Conheça as necessidades do bebê prematuro

Dar à luz antes da hora, há tempos, não é mais uma situação desesperadora. Os avanços da medicina neonatal já garantem que o prematuro passe pelo período ganhando saúde, garantindo assim, a tranquilidade dos pais.

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De acordo com o obstetra e coordenador do Curso de Orientação à Gestante do Hospital e Maternidade Neomater, Jorge Naufal, uma criança pode ser considerada prematura baseando-se em dois pontos: a idade cronológica e o peso que apresenta ao nascer. Se o bebê nasce antes da 37ª semana ou com menos de 2,5 kg é prematuro, informa. Os cuidados ainda no hospital são tomados para garantir que o bebê ganhe peso, mantenha a temperatura corporal, respire e degluta corretamente. Quando estiver desempenhando todas as tarefas sem problemas, o recém-nascido pode ir para casa. O tempo para isso acontecer, segundo Jorge, é bastante variável.

Em casa, porém, os cuidados devem continuar. A vigilância tem que ser constante nesse período em que o prematuro vai para casa, alerta Jorge. Ele aconselha que a mãe adote o sistema canguru. Segundo o especialista, o chamado sistema canguru é quando a mãe realiza suas atividades rotineiras com o bebê amarrado em seu colo. Além de aumentar o vínculo entre a mãe e a criança, a mãe consegue ficar atenta ao bebê o tempo todo, incentiva.

Os sinais que requerem atenção dos pais são a temperatura do corpo da criança e a alimentação. Quanto à temperatura, ela deve se manter entre os 35 e 36ºC. Os pais devem medir com termômetro e, caso notem a hipotermia, precisam recorrer ao pediatra ou voltar ao hospital, diz o especialista do Neomater. Ele explica que os prematuros saem do útero sem uma adaptação plena para viver no ambiente exterior e, por isso, enfrentam instabilidades na temperatura corporal.

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Falando dos cuidados na hora de amamentar, Jorge alerta que os prematuros costumam regurgitar mais. Apesar de exigirem mais atenção, nada impede uma amamentação normal. É importante deixar o bebê com a cabeça bem levantada na hora de amamentar. Amamentá-lo em pequenas quantidades faz com que ele digira melhor o leite, dá as dicas. O obstetra aconselha ainda a sempre deixar o bebê deitado de barriga para cima. Isso evita morte súbita, esclarece.

A moleira dos bebês prematuros também precisa de cuidado redobrado. Os ossos de uma criança prematura são mais frágeis. O próprio tamanho do bebê indica isso. Ele precisa ser manuseado com cautela, sem movimentos bruscos, evitando assim, traumatismos ou estresse, ensina Jorge.

Segundo o médico, os cuidados redobrados com o prematuro duram, em média, 30 dias, variando conforme a evolução do bebê. Jorge ressalta, no entanto, que os pais precisam ficar atentos não somente no período em que a criança deixa o hospital. É preciso observar todo o desenvolvimento da criança prematura, já que ela passou por algumas deficiências. Repare na atividade motora, na visão e na audição, fala sobre o passar dos anos da vida da criança.

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