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Conheça quatro ingredientes exóticos da culinária japonesa

Polvo, ovas de peixe, tofu e cogumelos são saudáveis e saborosos

Em geral, os peixes são mais do que bem-vindos no cardápio da culinária japonesa. Mas muita gente tem o costume de torcer o nariz para alguns ingredientes mais "exóticos". Entres eles estão o polvo, as ovas de peixe, o tofu e os cogumelos. Eles fazem parte das receitas de temakis, sushis, saladas e até pratos quentes. E o mais importante: carregam muitos nutrientes importantes para a sua saúde e para a dieta. E o que é melhor: o sabor também pode surpreender, e muito. A seguir, você descobre por que vale a pena prová-los.

Polvo: este molusco contém quantidades significantes de minerais como zinco e selênio, e em vitaminas do complexo B, como B1 e B12. O zinco exerce funções como participação na síntese de proteínas e de material genético, além de ser fundamental para o desenvolvimento fetal. "O selênio é um poderoso antioxidante responsável por combater o envelhecimento das células, em conjunto com a vitamina E, prevenindo contra tumores, além de auxiliar na síntese de anticorpos", explica a nutricionista Carla Fiorillo, da Unifesp.

Culinária Japonesa - Foto: Getty Images
Culinária Japonesa - Foto: Getty Images

A vitamina B1 desempenha importante papel no metabolismo de carboidratos e no funcionamento das células nervosas. Já a vitamina B12 é essencial para a síntese de DNA e RNA, para a maturação das células sanguíneas (podendo evitar certos tipos de anemia, tal como a perniciosa). Tal vitamina ainda é fundamental para o correto funcionamento de todas as células do organismo, estando assim relacionada ao crescimento e desenvolvimento.

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Ovas de peixe: são excelentes fontes de vitamina A, que por sua vez é responsável por proteger a pele e mucosas, auxiliar na imunidade e contribuir para o desenvolvimento e crescimento do tecido epitelial, além de ser essencial para a visão.

Outro benefício recém associado a vitamina A é o seu poder em combater os ataques de gula que detonam a dieta. Estudos recentes, realizados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, apontam a relação da vitamina A com a leptina, o chamado hormônio da saciedade. Segundo as pesquisas, a falta deste nutriente diminui a produção de leptina, causando a compulsão por comida. E tem mais. Quando os níveis de vitamina A estão abaixo da necessidade do organismo, as células de gordura (adipócitos) se multiplicam com maior facilidade, e pior, também aumentam de tamanho, provocando aumento de gordura localizada no corpo.

"Outra vitamina abundante nas ovas de peixe é a B1 (tiamina), que desempenha importante papel no metabolismo de carboidratos e no funcionamento das células nervosas", explica a nutricionista Carla Fiorillo.

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Tofu: conhecido também como o "queijo da soja", este alimento é considerado fonte de proteína vegetal. Este alimento ainda possui ainda a capacidade de reduzir o colesterol total e as taxas do colesterol ruim, o LDL. ?Além de proteínas de boa qualidade, a soja e seus derivados apresentam boas quantidades de fitoesteróis, substâncias que possuem atividade biológica semelhante à do hormônio estrogênio, podendo assim apresentar efeitos protetores contra o câncer de mama e de reto?, diz a nutricionista Carla Fiorillo. Além disso, outra ação deste elemento é a leve ação estrogênica no período de pré e pós menopausa, podendo vir a reduzir alguns sintomas desta fase, como as ondas de calor.

Cogumelos: Shitake e shimeji são duas espécies que incrementam o cardápio da culinária japonesa e blindam o organismo. Esta dupla é um verdadeiro exército de defesa contra doenças graças a uma substância chamada lentinan, capaz de estimular o sistema imunológico. Estudos apontam que o lentinan também é um bom combatente das altas taxas de colesterol. A dieta também sai ganhando. ?Os cogumelos ativam a saciedade, diminuindo a compulsão e a fome. E tem tanta proteína quanto na carne vermelha, com a vantagem de ter menos gordura?, explica Giovanna Arcuri. Um bife de 100 gramas de contrafilé carrega cerca de 13 gramas de gorduras, enquanto a mesma quantidade de cogumelo não chega a um grama de gordura.