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Vacina promete acabar com as cicatrizes

Medicamento ativa o colágeno para unir a pele com mais facilidade

Uma vacina, desenvolvida por cientistas na Universidade de Manchester, na Inglaterra, promete evitar a formação de cicatrizes após cirurgias. O medicamento é feito a base de uma substância conhecida como avotermina, que é responsável por enviar sinais para células e aumentar o nível e a produção de colágeno e, dessa formar, ligar o tecido da pele com mais facilidade.

De acordo com os pesquisadores, o componente pode se tornar um remédio anticicatriz em pouco tempo, já que possui uma aplicação fácil - o paciente toma a vacina antes e depois do processo cirúrgico - e resultados significativos. Entretanto, os estudiosos ressaltam que o componente é apenas estético e não podem evitar a formação de cicatrizes nos órgãos internos, por exemplo.

Atualmente, as técnicas de remoção ou camuflagem de cicatrizes dependem da situação em que a marca se apresenta. "As técnicas de tratamento variam de acordo com o tipo da cicatriz. Se ela for apenas avermelhada e um pouco alta, cremes ou placas de silicone podem ser boas opções", segundo a dermatologista Carla Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. "Se a cicatriz for muito alta (quelóide), podem ser necessárias sessões de infiltração com triamcinolona (corticóide injetável) ou betaterapia (espécie de radioterapia para tratar quelóide)", finaliza.