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Escova progressiva

A mais nova arma contra os cabelos rebeldes é a escova progressiva que, como o próprio nome diz, a escova progressiva é um tratamento gradual, que garante, a partir da segunda aplicação, um cabelo mais liso e brilhoso. O produto pode ser aplicado semanalmente e o alisamento dura cerca de dois meses.

O processo começa com uma lavagem, em que é utilizado um xampu para dilatar as cutículas e, assim, aumentar o poder de absorção dos cabelos. Em seguida, os fios recebem o produto Non-Frisé, que é espirrado em toda a extensão do cabelo, mecha por mecha. Em seguida, o cabeleireiro faz uma escova e, dependendo do efeito desejado, chapinha para modelar os fios. O produto, de forma mecânica, fecha as cutículas, selando a fibra capilar. Para garantir os resultados, é preciso ficar 48 horas sem lavar o cabelo.



Nem tudo é bom

Um tratamento para alisar os cabelos e que se tornou moda nos salões pode causar danos à saúde, segundo especialistas. A restauração capilar ou escova progressiva embeleza, mas é feita com produto muito ácido (contendo ácido fórmico ou formol), que causa forte irritação nos olhos e na garganta. Dermatologistas também dizem que é preciso ter cuidado com esses tratamentos à base de formol e de chapas quentes para embelezar os cabelos. Uma equipe de técnicos da Vigilância Sanitária do Rio fez vistorias em salões da cidade e recolheu amostras do produto. Por lei, todos os cosméticos precisam ser registrados ou autorizados pelo órgão. Só no último mês, a Vigilância recebeu 56 reclamações sobre a escova progressiva.



As primeiras análises do produto indicaram pelo menos 18 substâncias químicas na fórmula da escova progressiva, inclusive formol. Essa substância pode acelerar a queda de cabelo, produzir coceira e descamação do couro cabeludo. Essas fórmulas não foram autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).