PUBLICIDADE

Cigarro piora problemas na visão

Fumo também pode causar degeneração macular

Descubra o poder de um sorriso.
Participe da newsletter

Preencha os campos* abaixo.
X

*Ao concluir, você concorda com a nossa Política de Privacidade e aceita receber novidades do Minha Vida e seus parceiros.

Cadastro efetuado com sucesso!

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) se constitui, hoje, na principal causa de cegueira legal no mundo ocidental, em faixas etárias superiores a 50 anos. Na medida em que aumenta a expectativa de vida das pessoas, aumenta também a incidência da DMRI no contexto da população geral. Um importante estudo epidemiológico - Framinghan Eye Study - mostrou que 5,7% dos pacientes examinados, com idade superior a 52 anos, apresentavam diagnóstico de DMRI e que a manifestação dessa doença aumentava significativamente com o avançar da idade, observando uma prevalência de 28% em indivíduos com mais de 75 anos.

Diversos fatores podem ser associados ou creditados como favorecedores ao aparecimento da degeneração macular. Assim, pessoas de pele clara e com olhos azuis ou verdes, exposição excessiva à luz solar, tabagismo, dieta rica em gorduras são fatores comprovadamente relacionados à maior incidência de degeneração macular relacionada à idade. A DMRI consiste, de um modo geral, no envelhecimento do fundus ocular, onde a retina perde gradualmente a capacidade de metabolizar e eliminar suas excretas, deixando que elas se acumulem sob a retina na forma de corpúsculos amarelados, chamados drusas.

Em 90% dos pacientes acometidos é observada a forma denominada de DMRI seca ou não-exsudativa, caracterizada, pela observação das drusas. Nos 10% restantes encontramos a forma exsudativa da doença, caracterizada pela observação de drusas além do desenvolvimento de vasos sangüíneos anormais sob a retina - Membrana Neovascular Subretiniana. É a forma exsudativa a principal responsável pela devastadora perda visual central referida à degeneração macular. Por ser um importante problema de saúde pública, a Oftalmologia tem se debruçado sobre o problema, na tentativa de evitar o aparecimento, conter o avanço e proporcionar a cura da doença.

Oftalmopatia de Graves

A oftalmopatia de Graves é uma doença auto-imune crônica que afeta os tecidos retrobulbares (músculos extra-oculares e tecidos conectivos orbitais) e tem relação com doenças autoimunes da tiróide.

Muitos estudiosos preferem designá-la de oftalmopatia associada à tiróide. Isso porque a maioria desses casos está associada ao hipertiroidismo decorrente de um bócio difuso tóxico (90%), levando a um quadro de sudorese, emagrecimento, taquicardia, entre outros. Existem, entretanto, casos de oftalmopatia associados ao hipotiroidismo (3%) ou mesmo aparecimento em pacientes em eutiroidismo (7%). As mulheres são afetadas com uma freqüência oito vezes maior que os homens, geralmente entre 20 e 40 anos de idade. Existe também uma nítida relação do tabagismo com o aparecimento da oftalmopatia de Graves e com o grau de severidade da doença.

Os sintomas e sinais da doença são diversos e observamos freqüentemente retração palpebral, lagoftalmo, edema palpebral, sintomas de lacrimejamento, fotofobia, sensação de corpo estranho, proptose axial e, por vezes, disfunção da motilidade ocular. O envolvimento orbitário pode ser uni ou bilateral e pode ser simétrico ou não.

A severidade da doença também varia. Nos graus mais leves, o paciente se queixa de retração e edema palpebral, lacrimejamento, fotofobia, sensação de corpo estranho e desconforto retrobulbar, enquanto nos graus mais severos da doença, que são apenas 5% dos casos de oftalmopatia, há perda da função visual com baixa da acuidade visual, envolvimento da musculatura ocular extrínseca e proptose com exposição corneana.

Na fase inflamatória da doença predominam os sintomas e os sinais flogísticos como a dor, a hiperemia conjuntival e palpebral, além do edema palpebral e quemose da conjuntiva. Nessa situação devemos aplicar todos os esforços a fim de diminuir a inflamação sobre os tecidos orbitários e com isso minimizar as seqüelas, com a administração de anti-inflamatórios.

O tratamento da fase não-inflamatória é mais difícil, já que o uso de anti-inflamatórios provoca pouca ou nenhuma melhora sobre o quadro orbitário. A descompressão orbitária está indicada nos casos de neuropatia óptica compressiva, nos glaucomas refratários ao tratamento clínico e em casos de exposição corneana.


Virgilio Centurion é oftalmologista, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.