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Peixe ajuda a reduzir risco de câncer colorretal

Ômega 3 presente no alimento tem ação anti-inflamatória e anticancerígena

O público feminino tem um motivo a mais para incluir peixe no cardápio - um estudo da Escola de Medicina da Universidade Vanderbilt (EUA) associou o consumo de ácidos graxos ômega 3, provenientes de peixes, à redução do risco de desenvolver pólipos adenomatosos no cólon, um tipo que pode se tornar canceroso. Pólipos são crescimentos anormais na mucosa do cólon que podem se tornar um tumor.

A pesquisa incluiu 5.307 pacientes de colonoscopia, sendo 60% do sexo masculino, durante um período de sete anos. Desse grupo, 2.141 participantes possuíam pólipos no cólon e 3.166 pessoas ficaram no grupo de controle, sem apresentar qualquer tipo de pólipo ao longo do período.

Todos os pacientes responderam questionários sobre os seus hábitos alimentares e histórico médico. Dados como idade, raça, índice de massa corporal, tabagismo e outros fatores também foram considerados. No final, os estudiosos descobriram que as mulheres que consumiam três ou mais porções de peixe por semana estavam 33% menos propensas a ter pólipos adenomatosos.

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O consumo de ômega 3 não teve efeito sobre os homens nem mesmo no aparecimento de pólipos hiperplásicos, tipo que costuma ser benigno. Os pesquisadores afirmam que o poder anti-inflamatório do ômega 3, abundante em peixes, é o responsável por reduzir os riscos de câncer.

Saiba o jeito certo de consumir o peixe amigo da saúde

Você já se perguntou quanto peixe entra na sua dieta? Acredite, essa resposta é pra lá de importante, tamanhos os benefícios que os nutrientes encontrados nesses alimentos oferecem ao nosso organismo. O ômega 3, componente mais conhecido, favorece o fortalecimento do sistema imunológico e contribui para a redução dos níveis de colesterol, regulando a fluidez do sangue. Mas além desse benefício, os peixes podem nos fornecer muitas outras propriedades e são sinônimo de uma alimentação saudável.

Para tanto, é necessários consumi-lo em boas porções. O cardiologista Michael Burr constatou, no Centro de Pesquisas Médicas de Cardiff, no País de Gales, que vítimas de ataques cardíacos aumentaram as chances de evitar novos problemas em 29%, passando a comer peixe pelo menos duas vezes por semana.

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O milagre é assinado pelo ômega 3, um tipo de ácido graxo que promove uma faxina geral nas artérias. Esse nutriente é encontrado principalmente nos habitantes de água fria, como salmão, atum, sardinha, arenque, anchova, tainha, bacalhau e a truta. Fora essa gordura do bem que vale ouro, os peixes são ricos em proteínas, essenciais para a manutenção da massa magra do corpo e integridade da pele, das unhas e dos cabelos. "O bacalhau, mesmo com todas suas vantagens nutricionais, não deve ser consumido por pessoas hipertensas, já que é conservado no sal?, alerta a nutricionista Fernanda Brunacci.

O modo de preparo

Mesmo com tantos benefícios cada brasileiro consome, em média, menos de sete quilos de peixe por ano. A quantidade mínima recomendado pela Organização Mundial de Saúde são 12 quilos.

Mas não adianta optar pela versão frita, à milanesa, que são ricas em gordura saturada, que são prejudiciais ao organismo. "Não adianta escolher um bom peixe e comê-lo frito, porque o óleo traz grandes prejuízos ao coração, aumentando o LDL (colesterol ruim)", afirma a endocrinologista Elaine Davini.

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"O ideal é o consumo de peixes grelhados, cozidos ou assados, de preferência acompanhados de molhos leves (com pouco óleo e manteiga), arroz, purês e vegetais", aconselha a nutricionista Patrícia Bertolucci, de São Paulo.

Uma alternativa ainda melhor é consumir os peixes crus, à moda japonesa, nas receitas dos sushis e sashimis. "Essa seria a maneira mais saudável, pois o peixe conserva todos os nutrientes benéficos à saúde", diz a nutricionista.