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Brasil surge como exemplo internacional no combate à AIDS

País destaca-se pelos exames e campanhas de prevenção, além do acesso grátis ao tratamento

A edição 2008 do relatório sobre a epidemia global da Aids, recém-divulgado e realizado pelo Programa das Nações Unidas para HIV e Aids (Unaids), afirma que mais de 33 milhões de seres humanos convivem com o vírus. Apesar dos investimentos em campanhas e pesquisas, o Brasil registra 30 mil novos casos por ano e já tem 600 mil portadores de HIV.

Segundo o relatório, a incidência da Aids no Brasil nesta década é estável, o que coloca o país como exemplo mundial no combate à doença, mas alerta para a continuidade dos esforços em campanhas de prevenção, que são essenciais para o controle do HIV. Ainda de acordo com o documento, 11 mil brasileiros morrem anualmente por decorrência da doença.

De acordo com Alberto Chebabo, infectologista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica/ DASA, o uso de preservativos é o método mais eficiente para prevenir a Aids e todas as outras doenças sexualmente transmissíveis. Usuários de drogas, homossexuais e profissionais do sexo continuam a ser os grupos mais afetados pelo HIV, segundo o relatório , comenta o especialista.

A adoção de medidas preventivas em conjunto com exames de rotina é a alternativa mais eficiente para a não proliferação da doença. Com o diagnóstico precoce, o paciente pode antecipar o tratamento adequado e evitar a contaminação de outras pessoas. O exame de sangue com teste de HIV é o melhor método para detectar a doença, que pode ser assintomática por até dez anos , acrescenta o infectologista.

A estimativa do Unaids é que 2 milhões de pessoas tenham morrido por conta da doença em 2007 em todo o mundo, mas o acesso ao tratamento tem aumentado o tempo de sobrevida de muitos pacientes. No Brasil, o Ministério da Saúde fornece gratuitamente modernas terapias para os portadores do vírus, mas muitas pessoas ainda não têm acesso ao serviço por falta de oportunidade, desconhecimento ou preconceito. É importante a população estar consciente de seus direitos e receberem orientações adequadas de seus médicos , diz o médico.

O relatório da Unaids também afirma que o número mundial de novos infectados caiu de 5 milhões em 2005 para 2,7 milhões em 2007. Apesar dos bons resultados conquistados pelo Brasil e pelas campanhas mundiais no combate à doença, é importante não descuidarmos. O caminho para a erradicação da doença ainda é muito extenso , alerta o infectologista.