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Em acidentes de carro, a coluna das crianças é a maior vítima

Até os doze anos de idade, os cintos não se ajustam ao tamanho infantil

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Por mais que elas reclamem, ceder está fora de cogitação: carregar crianças no carro sem cinto de segurança, é inquestionável. E um estudo recente mostra que, nem atados, os passageiros com menos de 12 anos estão protegidos como se imaginava.

Realizada pela Universidade de New South Wales (Austrália), a pesquisa mostra que as crianças com idades inferiores a essa são vítimas praticamente certas de lesões na coluna caso sofram um acidente de automóvel. Segundo os especialistas, isso aconteceria porque o cinto não é capaz de prendê-las da maneira adequada.

A conclusão foi obtida após avaliação de mais de setenta crianças e jovens, socorridos logo após um acidente de carro. Os médicos notaram que o cinto não se ajusta às medidas infantis e, dessa forma, as crianças ficam sujeitas a impactos mais violentos do que os adultos.

O problema seria amenizado, conforme indicação dos autores do estudo, por almofadas ou cadeiras presas no carro (semelhantes àquelas disponíveis nos cinemas, para deixar os pequenos espectadores mais altos). Além de regular a altura, os assentos especiais permitem que as crianças fiquem com os joelhos no limite do banco, formando um ângulo de noventa graus entre a coluna e o quadril.

A solução completa, no entanto, depende da combinação entre cintos mais curtos e mais baixos e assentos especiais para as crianças até os 12 anos de idade. E, antes disso, a carona no banco da frente está proibida: a presilha nesta posição é ainda mais alta (mesmo com ajustes) do que nos bancos traseiros, podendo enforcar as crianças.

"É difícil convencer os adolescentes disso. Mas, até completarem dezoito anos, eles só deveriam ser levados nos bancos de trás do carro", afirmou um dos médicos envolvidos no estudo.

O exemplo começa cedo
O médico Moisés Chencinski, especialista do MinhaVida, lembra que é muito mais fácil convencer uma criança da importância do cinto quando ela vê os adultos sempre protegidos.

Ele lembra que, no Brasil, as crianças com até 10 quilos (ou um ano de idade) devem ser levadas em cadeirinhas ou assentos de costas para o motorista, ou seja, olhando para o fundo do carro. "Em caso de colisão, essa atitude diminui os riscos de danos na coluna cervical", diz o especialista.

E vale lembrar que o colo não é um local adequado para uma criança ficar, dentro de um carro em movimento. "Havendo um acidente, a mãe pode esmagar a criança, arremessá-la contra outros passageiros, contra o vidro dianteiro ou para fora do veículo", diz o médico.