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Bioimpedância: o que é, para que serve, resultados e valores

O exame ajuda a entender a composição corporal e é usado em pessoas que estão em processo de emagrecimento

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Bioimpedância: o que é e para que serve?

O exame de bioimpedância é um teste rápido e indolor que traz dados da composição corporal relativos à massa magra, gordura e água.

O teste de bioimpedância também oferece informações sobre o gasto energético obtido nos exercícios, bem como a necessidade calórica diária recomendada para cada pessoa.

A bioimpedância é um exame útil para quem deseja conhecer a composição de seu corpo, quem está em processo de emagrecimento, realiza exercícios físicos regularmente e quer saber como está o progresso dos treinos no corpo.

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Como é feito?

A realização do exame de bioimpedância acontece com a pessoa em pé, em cima de uma balança desenvolvida especialmente para o teste.

Ao subir no aparelho de bioimpedância, a pessoa, além de pisar em um sensor da balança, segura duas hastes que auxiliam na captura das informações por meio de impulsos elétricos (totalmente indolores).

"O exame é feito em balanças especiais com placas de metal que conduzem uma fraca corrente elétrica que atravessa todo o corpo. Essa corrente é transmitida facilmente pela água. Por isso, tecidos muito hidratados, como os músculos, deixam a corrente passar rapidamente. A gordura e os ossos possuem pouca água e, dessa forma, a corrente tem maior dificuldade para atravessar. Por essa diferença entre a resistência nos diferentes tecidos do corpo, o aparelho calcula o valor que indica a quantidade de massa magra, gordura e água", explica o endocrinologista Rodrigo Bomeny.

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Em poucos segundos é possível contabilizar o peso, percentual de gordura, massa magra, água e como a divisão de massa desses três componentes está presente no corpo.

IMC ou bioimpedância

O que é melhor para medir a saúde de uma pessoa? De acordo com a endocrinologista Lorena Lima Amato, o teste de IMC é suficiente para o diagnóstico de obesidade na maioria das pessoas.

"Tanto a Sociedade Brasileira de Endocrinologia quanto a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) recomendam o uso do IMC para fazer o diagnóstico de sobrepeso e obesidade", diz a médica.

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Rodrigo Bomeny salienta, porém, que o IMC, embora seja um bom método para analisar a saúde da pessoa e trazer dados, como o risco cardiovascular, ele não analisa a composição corporal, ou seja, o quanto de gordura ou músculo a pessoa tem.

"Com a bioimpedância é possível avaliar a composição corporal e definirmos se aquela pessoa realmente tem excesso de gordura corporal. É um método mais preciso que o IMC. Pode trazer detalhes e informações mais interessantes e precisas do ponto de vista individual", afirma o médico.

O especialista também enfatiza a necessidade de outros exames para uma análise aprofundada da saúde, como os laboratoriais, que auxiliam possíveis alterações metabólicas do organismo.

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"A relação cintura-quadril (RCQ) também é uma medida muito importante e altamente relacionada com o maior risco de doenças cardiovasculares. É o cálculo que se faz a partir das medidas da cintura e do quadril. Os resultados da relação cintura-quadril variam de acordo com o sexo, devendo ser de no máximo 0,80 para mulheres e 0,95 para homens. Resultados iguais ou superiores a esses valores indicam alto risco para doenças cardiovasculares", diz Rodrigo Bomeny.

Recomendações

Quem vai realizar a bioimpedância deve ter atenção a algumas indicações sobre a realização do exame. As principais recomendações na hora do exame são:

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Para quem é indicado

O exame de bioimpedância é indicado para quem deseja saber como está a composição do corpo em relação à massa magra, gordura e água.

Desse modo, trata-se de um exame muito usado em pessoas que estão em processo de emagrecimento, que realizam atividades físicas regulares e para a avaliação nutricional de pacientes com doenças que comprometem a estrutura corporal e a nutrição.

"Através da análise da composição corporal é possível identificarmos obesidade (excesso de gordura corporal) e baixa massa muscular (sarcopenia), condição muito comum nos dias de hoje e que requer um tratamento especial", diz o endocrinologista Rodrigo Bomeny.

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Contraindicação

Pessoas com marca-passo, de pinos ou de placas metálicas não devem realizar o exame de bioimpedância. Gestantes também devem evitar o teste.

"O exame se baseia em uma pequena corrente elétrica que passa pelo organismo e isso é uma contraindicação à gestante", explica a endocrinologista Lorena Lima Amato.

Resultados

A bioimpedância pode fornecer as seguintes informações nos resultados:

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Com esse resultado é possível realizar o diagnóstico de obesidade não só pelo critério do IMC, mas também pela porcentagem de gordura corporal.

"O valor de referência depende de cada aparelho, mas costuma ser algo em torno de 18-28% para mulheres e 10-20% para homens. Além disso, é um ótimo método para fazer seguimento de pacientes em programa de perda de peso, pois o ideal é que a perda de massa de gordura seja de pelo menos 75% do peso total perdido", diz Rodrigo Bomeny.

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Periodicidade

A avaliação de bioimpedância deverá ser feita a cada 30 dias ou no máximo a cada 90 dias.

Tipos de aparelhos

Atualmente, balanças de bioimpedância são vendidas na internet e de fácil acesso sem que haja a necessidade de uma visita ao consultório médico ou nutricional.

Segundo Lorena Lima Amato, as balanças vendidas em sites usam mecanismos tetrapolares, que possuem eficácia, mas não são as melhores disponíveis no mercado.

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"As balanças usadas em clínicas por médicos e nutricionistas são octopolares e avaliam a corrente por oito pontos do organismo, o que torna o exame mais preciso", diz a médica.

Conforme explica Rodrigo Bomeny, os aparelhos de bioimpedância podem ser bipolares, tetrapolares ou octapolares, sendo seus eletrodos fixos (em equipamentos maiores) ou móveis (em equipamentos menores e portáteis, em que se coloca os eletrodos fixando-os na pele, como os eletrodos de um eletrocardiograma, por exemplo).

"Os eletrodos fixos são melhores, pois neles a distância entre os eletrodos vai ser sempre a mesma, enquanto nos eletrodos móveis pode-se variar a distância entre os eletrodos a cada vez que os coloca na pele", diz o médico.

Ele ainda reitera a informação de que os aparelhos de maior eficácia são os octapolares com dois pólos elétricos em cada mão e dois pólos em cada pé.

"Quanto mais polos, melhor a acurácia do exame, pois se consegue avaliar o corpo de forma segmentar, fazendo realmente uma análise individual de cada membro, e não medindo apenas um segmento e extrapolando este resultado para o resto do corpo", conclui Rodrigo Bomeny.

Valor

O valor do exame varia entre 180 e 280 reais. O SUS não disponibiliza o teste.

Referência

Lorena Lima Amato, endocrinologista - CRM: 141594 - SP

Rodrigo Bomeny, endocrinologista - CRM: 129869 - SP